Mitos Financeiros em que não deve acreditar

Mitos financeiros

8 crenças em que já não deve acreditar

Tomar boas decisões financeiras começa por ter acesso à informação certa. No entanto, ainda existem muitos mitos financeiros que continuam a influenciar a forma como as pessoas gerem o dinheiro, recorrem ao crédito ou planeiam o futuro.
Embora alguns destes conselhos sejam repetidos há vários anos, isso não significa que estejam corretos. Pelo contrário, acreditar em determinados mitos sobre dinheiro pode levar a decisões menos vantajosas, aumentar os encargos financeiros ou impedir a concretização de objetivos importantes.
 
Os mitos financeiros continuam presentes no dia a dia de muitas pessoas. No entanto, nem tudo o que se ouve sobre crédito, poupança ou investimento corresponde à realidade. Conhecer os factos permite gerir melhor o orçamento, evitar erros e tomar decisões financeiras mais seguras.
 
Neste artigo, a AMCO Intermediários de Crédito desmistifica alguns dos mitos financeiros mais comuns e explica o que deve realmente ter em consideração para tomar decisões mais informadas e conscientes.

Porque é importante desmistificar os mitos financeiros?

A gestão financeira está presente em praticamente todas as decisões do dia a dia. Desde a compra de uma casa até à utilização do cartão de crédito, existem escolhas que podem ter impacto no orçamento durante vários anos.
No entanto, quando essas decisões são tomadas com base em informação incorreta, aumentam as probabilidades de cometer erros que poderiam ser facilmente evitados.
Por isso, antes de aceitar um conselho como verdadeiro, vale a pena confirmar se corresponde realmente à realidade. Hoje, existe cada vez mais informação disponível, mas nem toda é fiável.
Conhecer os mitos financeiros mais comuns é um passo importante para desenvolver uma melhor literacia financeira e gerir o dinheiro com maior confiança. 

Mito 1: Ter várias contas bancárias prejudica o seu crédito é dos primeiros mitos financeiros

Este é um dos mitos financeiros mais conhecidos.
Na realidade, ter contas em diferentes bancos não prejudica, por si só, a sua capacidade para obter crédito.
Aquilo que as instituições financeiras analisam é, sobretudo, o seu comportamento financeiro. Entre os fatores mais relevantes estão:
  • O histórico de pagamentos;
  • O nível de endividamento;
  • A taxa de esforço;
  • O cumprimento das responsabilidades financeiras.
Ter duas, três ou até mais contas bancárias pode, inclusivamente, facilitar a organização do orçamento.
Por exemplo, algumas pessoas optam por utilizar uma conta para receber o salário, outra para despesas do dia a dia e outra exclusivamente para poupanças.
O importante é manter uma boa organização e evitar contas desnecessárias que acabem por gerar custos adicionais.

Mito 2: Pagar apenas o valor mínimo do cartão de crédito é uma boa estratégia 

Este é, provavelmente, um dos mitos financeiros mais prejudiciais.
Quando paga apenas o valor mínimo do cartão de crédito, está apenas a reduzir uma pequena parte da dívida. Ao mesmo tempo, continua a pagar juros sobre o capital que permanece em dívida.
Como consequência, poderá demorar muito mais tempo a liquidar o cartão e acabar por pagar um valor bastante superior ao inicialmente utilizado.
Sempre que possível, o ideal é liquidar a totalidade do saldo dentro do prazo previsto.
Caso isso não seja viável, procure amortizar o maior montante possível para reduzir os juros futuros.
 

Mito 3: Fazer um crédito significa deixar de conseguir poupar

Este é outro dos mitos financeiros que nem sempre corresponde à realidade.
Um crédito representa um compromisso financeiro e, naturalmente, deve ser contratado de forma responsável. No entanto, isso não significa que deixe de ser possível criar ou manter uma poupança.
Tudo depende da forma como organiza o orçamento.
Quando a prestação está ajustada à capacidade financeira do agregado familiar e existe um planeamento adequado, é perfeitamente possível conciliar um crédito com objetivos de poupança.
Além disso, algumas soluções podem até contribuir para melhorar o equilíbrio financeiro.
Por exemplo, quando existem vários créditos com prestações elevadas, reorganizar esses encargos poderá criar uma maior folga mensal no orçamento.
O mais importante é garantir que a prestação não compromete a estabilidade financeira nem impede a constituição de uma reserva para imprevistos.

Mito 4: Investir é apenas para quem tem muito dinheiro

Durante muitos anos, investir foi associado apenas a pessoas com elevado património.
Hoje, essa realidade mudou.
Existem diversas soluções que permitem começar a investir com montantes reduzidos, desde fundos de investimento a ETFs ou outros produtos financeiros.
Naturalmente, investir envolve risco e cada solução deve ser analisada de acordo com os objetivos e o perfil de cada investidor.
Ainda assim, o mais importante é perceber que investir não depende apenas do valor disponível, mas também da regularidade e do horizonte temporal.
Começar cedo, mesmo com pequenos montantes, pode fazer uma diferença significativa ao longo dos anos.
Além disso, investir não deve substituir a criação de um fundo de emergência. Antes de aplicar dinheiro em investimentos, é aconselhável garantir que existe uma reserva financeira para responder a despesas inesperadas.

Mito 5: Quanto maior o prazo do crédito, melhor

Este é um dos mitos financeiros que mais facilmente pode levar a uma decisão menos vantajosa.
É verdade que um prazo mais longo reduz o valor da prestação mensal. No entanto, também significa que irá pagar juros durante mais tempo.
Na prática, uma prestação mais baixa nem sempre representa um crédito mais barato.
Por isso, antes de escolher um prazo de financiamento, procure analisar o custo total do crédito e não apenas o valor da prestação.
O objetivo deve ser encontrar um equilíbrio entre uma mensalidade confortável e um custo global ajustado à sua realidade financeira.

Mito 6: Ter um cartão de crédito é sempre mau

Muitas pessoas acreditam que o cartão de crédito é um problema por si só.
Na realidade, o cartão é apenas um meio de pagamento. O que faz a diferença é a forma como é utilizado.
Quando existe planeamento e responsabilidade, o cartão de crédito pode ser uma ferramenta útil para gerir despesas, beneficiar de seguros associados, acumular vantagens ou fazer compras de forma segura.
Por outro lado, quando é utilizado para financiar despesas que não consegue suportar ou quando paga apenas o valor mínimo todos os meses, pode transformar-se numa fonte de encargos desnecessários.
Por isso, mais importante do que ter ou não um cartão de crédito é utilizá-lo de forma consciente.
 

Mito 7:  Só vale a pena poupar quando sobra dinheiro

Este é um dos mitos sobre dinheiro que mais impede as pessoas de criarem hábitos de poupança.
Na realidade, raramente “sobra” dinheiro no final do mês.
Por isso, muitos especialistas defendem precisamente o contrário: primeiro poupa-se, depois organiza-se o restante orçamento.
Mesmo que consiga colocar de parte apenas 20€ ou 50€ por mês, a consistência tende a produzir melhores resultados do que esperar pelo momento perfeito para começar.
Além disso, criar uma transferência automática para uma conta poupança pode ajudar a transformar este hábito numa rotina.
Poupar regularmente permite criar um fundo para imprevistos, reduzir a dependência do crédito e preparar objetivos futuros com maior tranquilidade.
 

Mito 8: O banco onde contratou o crédito continua a ser o melhor é dos últimos mitos financeiros

Este é outro dos mitos financeiros que merece ser analisado.
Muitas pessoas assumem que, depois de contratar um crédito, não existem alternativas mais vantajosas.
No entanto, o mercado financeiro evolui constantemente.
As condições praticadas pelas instituições financeiras mudam, surgem novas campanhas e a situação financeira do cliente também pode alterar-se ao longo dos anos.
Por isso, faz sentido comparar regularmente as condições do seu crédito.
No caso do Crédito Habitação, por exemplo, a Transferência de Crédito pode permitir encontrar condições mais competitivas e reduzir os encargos mensais, dependendo da situação de cada cliente.
Antes de tomar qualquer decisão, procure sempre analisar as diferentes opções disponíveis.
 
Também pode interessar: Transferir o Crédito Habitação

Como distinguir um mito financeiro de um bom conselho?

Com tanta informação disponível na internet e nas redes sociais, nem sempre é fácil perceber o que corresponde à realidade.
Sempre que encontrar um conselho financeiro, faça algumas perguntas:
  • A informação tem como base fontes oficiais?
  • Está adaptada à realidade portuguesa?
  • Apresenta vantagens e limitações ou promete soluções para todos os casos?
  • Foi confirmada por entidades credíveis?
Além disso, sempre que tenha dúvidas sobre um crédito ou outro produto financeiro, procure esclarecimentos junto da instituição financeira ou de um intermediário de crédito autorizado pelo Banco de Portugal.
Tomar decisões com base em informação fiável continua a ser a melhor forma de proteger as suas finanças.

FAQ

Quais são os mitos financeiros mais comuns?

Entre os mitos financeiros mais frequentes estão a ideia de que ter várias contas bancárias prejudica o crédito, que pagar apenas o mínimo do cartão é suficiente ou que investir é apenas para quem tem muito dinheiro.


Ter várias contas bancárias prejudica o crédito?

Não. O número de contas bancárias não determina, por si só, a aprovação de um crédito. O mais importante é manter um bom histórico financeiro e cumprir as suas responsabilidades.


Vale a pena pagar apenas o valor mínimo do cartão de crédito?

Regra geral, não. Ao pagar apenas o valor mínimo, continuará a suportar juros sobre o montante em dívida, o que pode aumentar significativamente o custo total.


Um crédito impede-me de poupar?

Não necessariamente. Quando a prestação está ajustada ao orçamento e existe um bom planeamento financeiro, é possível conciliar um crédito com objetivos de poupança.


Como evitar cair em mitos financeiros?

Procure informação em fontes credíveis, compare diferentes opiniões e confirme sempre os dados antes de tomar decisões importantes relacionadas com o seu dinheiro.
Mitos financeiros
Os mitos financeiros continuam a influenciar muitas decisões relacionadas com poupança, crédito e investimento. No entanto, gerir bem o dinheiro passa por distinguir aquilo que são factos daquilo que são apenas crenças repetidas ao longo do tempo.
Quanto maior for a sua literacia financeira, mais preparado estará para tomar decisões conscientes e adequadas aos seus objetivos.
Na AMCO Intermediários de Crédito, acreditamos que uma boa decisão começa sempre com informação clara, transparente e adaptada à realidade de cada pessoa. Porque compreender melhor as suas finanças é o primeiro passo para construir um futuro financeiro mais sólido.

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