E porque é tão importante no Crédito Habitação
Quando se fala em Crédito Habitação, existe um termo que surge constantemente e que levanta muitas dúvidas: a Euribor. No entanto, apesar de ser amplamente referida, nem sempre é totalmente compreendida. Por isso, perceber este conceito é essencial para tomar decisões financeiras mais conscientes, sobretudo quando se pensa em comprar casa ou em rever um crédito já existente.
Além disso, a Euribor tem impacto direto na prestação mensal de milhares de famílias em Portugal. Assim, compreender como funciona, conhecer os prazos existentes e perceber de que forma influencia o valor a pagar todos os meses torna-se um passo fundamental para reduzir a incerteza e aumentar a previsibilidade financeira.
O que é?
A Euribor corresponde à taxa de juro média a que um conjunto de bancos europeus empresta dinheiro entre si no mercado interbancário da zona euro. O nome resulta da expressão Euro Interbank Offered Rate e o cálculo acontece diariamente com base nas taxas praticadas por essas instituições.
De forma simples, a Euribor funciona como um indicador de referência do custo do dinheiro na Europa. Por essa razão, os bancos utilizam esta taxa como base para vários produtos financeiros, sendo o Crédito Habitação com taxa variável o exemplo mais comum.
Aqui pode ver as taxas atuais da Euribor.
Como funciona na prática?
Para perceber como funciona a Euribor, importa saber que esta taxa não resulta de uma decisão dos bancos comerciais nem do cliente. Pelo contrário, entidades independentes calculam-na diariamente e publicam-na oficialmente.
No Crédito Habitação, a Euribor não atua de forma isolada. Ou seja, o banco soma sempre o spread — que representa a sua margem de lucro — à taxa Euribor. Desta forma, a taxa de juro final do empréstimo resulta da seguinte fórmula:
Euribor + spread = taxa de juro do Crédito Habitação.
Assim, sempre que a Euribor sobe ou desce, a prestação mensal também pode aumentar ou diminuir, dependendo do momento em que ocorre a revisão do contrato.
Quais são os prazos?
- 3 meses
- 6 meses
- 12 meses
A principal diferença entre eles está na frequência com que a prestação é atualizada.
Por exemplo:
- a 3 meses, a prestação é revista de três em três meses;
- a 6 meses, a revisão acontece duas vezes por ano;
- a 12 meses, a prestação é revista apenas uma vez por ano.
Assim, quanto mais curto o prazo, maior a frequência de atualização — o que significa maior sensibilidade às variações do mercado.
Qual o impacto da Euribor no Crédito Habitação?
O impacto no Crédito Habitação é direto. Isto porque, sempre que ocorre uma revisão da taxa, a prestação mensal é recalculada com base na Euribor atualizada.
- se a Euribor descer, a prestação tende a diminuir;
- se a Euribor subir, a prestação aumenta.
No entanto, este impacto depende sempre:
- do prazo da Euribor contratada;
- do capital em dívida;
- do spread acordado;
- do momento da revisão.
Por isso mesmo, acompanhar a Euribor e perceber quando ocorre a revisão do contrato é essencial para uma boa gestão do orçamento.
Euribor, taxa variável, fixa e mista: qual a relação?
Quando se fala em Euribor, importa também perceber a sua relação com os diferentes tipos de taxa no crédito habitação, uma vez que cada opção reage de forma distinta às variações do mercado.
Por um lado, a taxa variável depende diretamente da Euribor durante todo o contrato. Assim, sempre que a Euribor sobe ou desce, a prestação acompanha essa evolução.
Por outro lado, a taxa fixa não depende da Euribor. Nesse caso, a prestação mantém-se igual durante o período acordado, o que garante maior previsibilidade, embora possa limitar eventuais descidas futuras.
Já a taxa mista combina ambas as soluções, ou seja, inclui um período inicial de taxa fixa e, posteriormente, um período de taxa variável indexada à Euribor. Desta forma, permite um equilíbrio entre estabilidade e adaptação ao mercado.
Em qualquer dos casos, cada opção apresenta vantagens e riscos distintos. Por isso, não existe uma escolha certa para todos; existe, sim, a solução mais adequada a cada perfil financeiro, aos objetivos definidos e à capacidade de suportar eventuais variações.

Vale a pena preocupar-se com a Euribor?
Sim, mas com equilíbrio. Ou seja, acompanhar é importante, mas tomar decisões precipitadas com base em oscilações momentâneas pode ser um erro.
- se a prestação é sustentável no orçamento atual;
- se existe margem para variações;
- se a taxa contratada continua adequada à realidade da família.
Como a AMCO Intermediários de Crédito pode ajudar?
- explica todas as taxas de forma clara e acessível;
- compara propostas de vários bancos;
- ajuda a escolher entre taxa fixa, variável ou mista;
- acompanha o cliente antes, durante e após a contratação;
- presta um serviço totalmente gratuito para o cliente.